Suzane von Richthofen foi vista na 27ª Delegacia de Polícia na zona sul de São Paulo, onde tratou da questão da liberação do corpo de seu tio materno, Miguel Abdalla Netto, encontrando-se morto em seu domicílio no bairro Campo Belo no último dia da semana.
O aparecimento de Suzane causou espanto entre os policiais da delegacia, a mesma que registrou o assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como uma morte suspeita. O falecido, que vivia sozinho e não deixou herdeiros diretos, possui um patrimônio considerável.
Patrimônio e herança em disputa
Segundo reportagens, Suzane reivindicou ser a única parente consanguínea próxima e procurou oficializar a liberação para o enterro, além de pedir para ser a inventariante dos bens deixados pelo médico.
Os bens incluem uma casa, um apartamento e um sítio, estimados em cerca de R$ 5 milhões.
Decisão policial e medidas judiciais
A Suzane teve seus pedidos negados na delegacia. Uma ex-companheira do médico também tentou tratar da liberação do corpo, conseguindo apenas fazer o reconhecimento no Instituto Médico Legal.
Frustrada na delegacia, Suzane buscou o fórum para solicitar tutela jurídica. O corpo de Miguel continua no IML até que o impasse no caso seja solucionado. No passado, Miguel foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane.