De morador de rua a jornalista de sucesso, Erlan Bastos teve início difícil na carreira

  • O jornalista Erlan Bastos faleceu no último sábado, aos 32 anos, em decorrência de tuberculose peritoneal. O anúncio foi feito pela NC TV Amapá, emissora parte do Grupo Norte de Comunicação, onde ele era apresentador do programa Bora Amapá. Sua morte prematura trouxe de volta as discussões sobre sua notável trajetória, repleta de adversidades e conquistas no mundo jornalístico.

    Antes de seu sucesso na televisão, Erlan enfrentou um dos momentos mais críticos de sua vida. Em uma entrevista ao jornalista Ricardo Feltrin em 2018, ele compartilhou que sua jornada em São Paulo começou de forma trágica, vivendo como morador de rua depois de ser roubado logo ao chegar. “Em 2015, quando vim para São Paulo tentar a vida… cheguei na rodoviária do Tietê, fui assaltado e passei três meses morando na rua. Levaram todos os meus documentos e todo o dinheiro”, disse na ocasião.

    Os desafios nas ruas paulistanas

    A vida nas ruas foi marcada por frio intenso e medo constante, conforme relatado por Erlan. Ele também enfrentou a indiferença e o desprezo dos transeuntes e narrou experiências de humilhação e abuso por parte de policiais. “Os policiais invadiam o barracozinho... botavam a gente de joelho e tacava o cassetete nas costas”.

    As dificuldades só cessaram quando sua mãe, Elandia, reuniu recursos para trazê-lo de volta a Manaus.

    Primeiros passos e ascensão

    Erlan, natural de Manaus, enfrentou um ambiente hostil desde cedo e chegou a coletar latas para ajudar a sustentar sua família. Sua vida começou a mudar aos 14 anos, quando recebeu um convite para atuar em uma rádio online. Dali em diante, participou de produções locais, ganhou reconhecimento e seguiu construindo o caminho que o levou às telas de televisão.

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