Deolane Bezerra é presa em operação da Polícia Civil com o Ministério Público de São Paulo

  • A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi detida por equipes da Polícia Civil e agentes do Ministério Público de São Paulo nas primeiras horas da manhã de quinta-feira. Sua prisão faz parte de uma operação para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à facção Primeiro Comando da Capital.

    Durante a operação, as autoridades realizaram buscas na residência da empresária localizada em Barueri, assim como em propriedades de outras pessoas relacionadas ao caso, incluindo um contador e Giliard Vidal dos Santos, referido como filho de criação de Deolane.

    Deolane tinha sido incluída no sistema internacional de capturas da Interpol após uma viagem recente à Itália. Entretanto, ela retornou ao Brasil na véspera da execução dos mandados de prisão.

    Detalhes da Operação Vérnix

    A investigação revelou que operações financeiras ilegais eram conduzidas através de uma empresa de transporte de cargas em Presidente Venceslau, gerenciada por líderes da organização criminosa.

    A Justiça emitiu várias ordens de prisão preventiva, incluindo para membros da família de Marco Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola e líder da facção, que dirige as operações de dentro de uma prisão federal.

    Movimentações financeiras e paradeiro dos suspeitos

    Segundo informações do portal G1, Everton de Souza, conhecido como Player, suposto operador financeiro do grupo, foi preso. Interceptações de chamadas e mensagens indicaram que ele coordenava as contas e a transferência de fundos da empresa de transporte.

    Estão também sendo procurados outros familiares de Marcola, como seu irmão Alejandro e os sobrinhos Paloma e Leonardo, que desempenham papéis específicos na estrutura financeira. A inteligência acredita que Paloma está na Espanha e Leonardo, na Bolívia.

    Além disso, foi emitida uma ordem judicial para o sequestro e restrição de circulação de 39 veículos, avaliados em mais de 8 milhões de reais, e o congelamento de contas e investimentos no valor de 357,5 milhões de reais.

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