Escolas formam jovens contra o machismo e ensinam a reconhecer atitudes antes vistas como normais

  • As escolas do Sesi-SP estão engajadas em uma missão crucial: educar os jovens a identificar e combater o machismo e a misoginia desde cedo. O programa Juventudes AntiMisoginia, ativo em mais de 134 escolas, já impactou mais de 100 mil estudantes com suas atividades voltadas à discussão sobre igualdade de gênero e o respeito às mulheres.

    O programa se iniciou em março de 2025 por iniciativa dos alunos da Escola Sesi de Regente Feijó, e desde então, se expandiu para a rede estadual, adotando uma abordagem prática através de debates, campanhas e diversas atividades educativas.

    Engajamento Estudantil e Participativo

    Diferentemente dos métodos convencionais que se restringem a palestras, as escolas do programa formam comitês com estudantes mais velhos, do 9º ano do ensino fundamental e ensino médio, que são os responsáveis por mobilizar e organizar atividades educativas. Cada turma elege três representantes, favorecendo uma distribuição equitativa de gêneros, com duas meninas e um menino, que trabalham sob a orientação de um educador.

    Esses comitês estudantis são essenciais para gerar discussões e promover mudanças de dentro pra fora da comunidade escolar, engajando não apenas os alunos mais velhos, mas também alcançando os mais jovens, como exemplificado por uma atividade que envolveu estudantes do 5º ano.

    A Importância da Discussão

    Os dados são alarmantes e reforçam a necessidade dessa iniciativa; em 2025, o Brasil registrou um número recorde de feminicídios. Este cenário torna imperativo discutir e enfrentar o machismo estrutural desde a adolescência, preparando os jovens para cultivar respeito e igualdade, qualidades necessárias para a construção de uma sociedade mais justa.

    Contextualizando o Aprendizado

    O programa não apenas discute abertamente sobre comportamentos inadequados e ofensas normalizadas como piadas de cunho machista, mas também conscientiza sobre a influência negativa de certos comportamentos e comentários comuns entre adolescentes, os quais muitas vezes passam despercebidos como prejudiciais.

    A propagação de atitudes respeitosas e conscientes foi destacada em uma edição do Globo Repórter de julho de 2026, gerando ainda mais visibilidade para a importância da iniciativa.

    Finalmente, as escolas participantes, como a do SESI Presidente Prudente em São Paulo, continuam a ser um exemplo na luta contra o machismo, ensinando os jovens a adaptar comportamentos e a denunciar o inaceitável. Meninos, aprendam. Meninas, denunciem!

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