O filme 'Dark Horse', baseado na vida de Jair Bolsonaro, agora está sob investigação da Polícia Federal devido à possível malversação de fundos públicos. A Operação Make Up, lançada nesta quinta-feira, foca em desvendar as suspeitas de uso impróprio de verbas públicas destinadas para o projeto cinematográfico. Dentre os principais investigados encontram-se o deputado Mario Frias e a produtora Karina Gama.
A ação, que é uma parceria da PF com a Controladoria-Geral da União e supervisionada pelo ministro Flávio Dino do STF, emitiu 49 mandados de busca e apreensão envolvendo entidades ligadas a Karina Gama, como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, devido à suspeita de que recursos foram canalizados para empresas secundárias sem a devida prestação de serviços.
Análise de transações e irregularidades financeiras
Segundo a CGU, existem evidências de irregularidades associadas a uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias que beneficiou órgãos conectados à produtora do filme. A investigação também inclui análises de transações financeiras que podem envolver grandes somas de dinheiro, com indícios de lavagem de dinheiro e outros delitos financeiros.
Investigações sobre o financiamento e uso dos recursos
Além deste inquérito, outra investigação no STF, liderada por André Mendonça, foca nos recursos financeiros providos por Daniel Vorcaro, supostamente a pedido de Flávio Bolsonaro, que somam pelo menos R$ 61 milhões destinados ao filme em 2025. A apuração quer clarificar se todo o dinheiro foi usado adequamente na produção ou se parte foi desviada.
As buscas e análises da PF atualmente visam determinar o rastro completo dos financiamentos e garantir a correta aplicação dos fundos no desenvolvimento de 'Dark Horse', evidenciando a complexidade e os múltiplos ângulos deste caso nos altos escalões da política e do cinema nacional.