Trump volta a atacar, afirma que o Brasil está no grupo de países que querem mal aos EUA e faz ameaças
Na última segunda-feira (27), em um evento na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou novamente sua insatisfação com o Brasil, categorizando-o junto a nações que, segundo ele, impõem tarifas elevadas a produtos americanos e desejam prejudicar os Estados Unidos.
Trump incluiu além do Brasil, China e Índia como exemplos de países que praticam tais tarifas. Em defesa do protecionismo, Trump reafirmou a priorização da produção interna nos EUA, destacando a necessidade de impor tarifas sobre países e entidades que, de acordo com ele, possuem intenções hostis em relação à América.
O presidente americano frisou: "Sempre colocaremos a América em primeiro lugar", evidenciando uma política firme de resposta às práticas que considera desleais. Trump relembrou críticas anteriores às políticas tarifárias do Brasil, mencionando um plano para adotar tarifas recíprocas a fim de equilibrar as trocas comerciais.
"Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa", disse Trump, promulgando o conceito de reciprocidade. Ele descreveu a palavra 'tarifa' como uma de suas preferidas, indicando uma tendência de endurecer a postura comercial dos EUA com outras nações.
Recentemente, Trump também ameaçou a União Europeia com a imposição de novas tarifas e discutiu a introdução de uma taxa de 10% sobre produtos chineses, acusando o país asiático de enviar fentanil sintético para o México e Canadá. Apesar de suas ameaças verbais, as tarifas anunciadas por Trump ao assumir o cargo não foram aplicadas de imediato, mas geraram volatilidade no mercado financeiro e intensificaram o debate sobre a política comercial americana.
As críticas recentes ao Brasil intensificam as tensões comerciais e levantam questionamentos sobre o futuro das relações econômicas bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.