Caso Gisele – Tenente-coronel não vai ao velório da esposa e revela motivo: ‘Eu temo…’

  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, aos 53 anos, não esteve presente no velório de sua esposa, Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta em fevereiro. De acordo com documentos da Polícia Civil, ele não viu o corpo da esposa desde o dia do óbito.

    O militar justificou sua ausência mencionando preocupações com sua segurança pessoal, destacando que tem recebido ameaças desde que o caso se tornou público.

    Explicações do militar

    Durante um interrogatório na última quinta-feira, o tenente-coronel explicou que se encontrava desprotegido e disse: "Eu estou desarmado, eu temo pela minha vida". Ele também revelou que evitou qualquer contato com os familiares de Gisele, seguindo orientações que recebeu depois do incidente.

    Avanços na investigação

    A investigação do caso começou em 18 de fevereiro, após Gisele ser achada sem vida em seu apartamento, no centro de São Paulo. Inicialmente considerado como suicídio, o caso passou a ser tratado como feminicídio qualificado e fraude processual diante de novos fatos. A Polícia e o Ministério Público encontraram inconsistências no depoimento do tenente-coronel, modificações na cena do crime e marcas de violência no corpo de Gisele que sugerem um cenário de agressões prévias.

    Perícias indicam que o tiro foi efetuado com a arma pressionada contra a cabeça, em um ângulo que não condiz com um ato voluntário. Geraldo Leite Rosa Neto encontra-se detido preventivamente e é réu por feminicídio e fraude processual, com o processo em análise na justiça.

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