Caso PM Gisele: esta foi a justificativa de tenente-coronel para não comparecer ao velório da esposa

  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, detido pelo assassinato da policial militar Gisele Alves Santana, justificou em um interrogatório na quinta-feira (19) que o motivo de sua ausência no velório da esposa foi o medo de enfrentar represálias. Esta revelação ocorreu durante as investigações do caso tratado como feminicídio.

    O oficial afirmou que desde o dia do óbito, que aconteceu na terça-feira (18) no apartamento do casal localizado no Brás, centro de São Paulo, ele não entrou em contato com o corpo da esposa, uma questão que levantou suspeitas entre os investigadores e foi adicionada ao inquérito policial.

    Explicação para a falta no velório

    Na sua defesa, o tenente-coronel declarou sentir-se ameaçado e preocupado com sua segurança, mencionando: "Eu estou desarmado, eu temo pela minha vida". Ele também evitou qualquer interação com os familiares da falecida, seguindo orientação psicológica.

    O avanço da investigação mostrou que laudos técnicos contradizem a alegação inicial de suicídio feita pelo militar. Os exames apontaram evidências de violência prévia ao disparo, com lesões no rosto e no pescoço da vítima e indícios de que esta foi imobilizada antes de morrer.

    Acusações contra o tenente-coronel

    O tenente-coronel está atualmente em prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes desde o dia do incidente, enfrentando acusações de feminicídio e fraude processual. O processo ainda está em curso, fundamentado em provas técnicas, declarações e análise de dispositivos eletrônicos.

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