A defesa de Geraldo Leite Rosa, tenente-coronel acusado pela tragédia que envolveu a morte da soldado Gisele Alves Santana, incluiu em discussão judicial novos elementos críticos ao laudo oficial fornecido pela Polícia Civil de São Paulo. Esta nova análise, realizada pelo perito assistente Fabiano Abucarub, contratado pelos advogados da defesa, aborda detalhes minuciosos encontrados nas investigações.
Essa revisão questiona especificamente as lesões observadas no pescoço e outras áreas do corpo de Gisele, identificadas após uma exumação no curso das investigações. O perito independente propõe a possibilidade de que tais lesões possam ter sido decorrentes de ações da filha de sete anos de Gisele, contrapondo-se à acusação que aponta Geraldo Neto como responsável.
Posicionamento da defesa de Neto
De acordo com os documentos submetidos à justiça, o tenente-coronel alega que sua filha frequentemente abraçava a mãe pelo pescoço, permanecendo pendurada por períodos prolongados, um hábito que poderia explicar as marcas. Adicionalmente, a defesa salienta que Neto tem o hábito de roer unhas há anos, o que, segundo eles, tornaria improvável sua capacidade de infligir arranhões como os encontrados em Gisele.
Contraposição da Polícia Civil
Esta versão já havia sido contestada pela Polícia Civil, cujos peritos analisaram que a força presente nas marcas seria discordante com a capacidade física de uma criança. Eles insistem que não há qualquer dinâmica infantil que justifique a severidade dos ferimentos relatados.
Atualmente, Geraldo Neto encontra-se detido, enfrentando acusações de feminicídio e fraude processual. O Ministério Público defende que ele é culpado pela morte de Gisele, motivado pela não aceitação do término do relacionamento, tentando ainda simular um suicídio. Por outro lado, a defesa mantém a inocência de Neto, demandando mais esclarecimentos técnicos sobre o caso.