O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual no caso da morte da policial militar Gisele Alves, poderá continuar a receber sua aposentadoria, estimada em R$ 20 mil por mês, mesmo se for condenado. Ele se aposentou logo após mudar seu status para reservista da Polícia Militar de São Paulo, conforme publicado recentemente no Diário Oficial.
Desde sua prisão, seu salário como policial da ativa foi suspenso, dando lugar aos benefícios da previdência militar. Este movimento é apontado por especialistas como uma manobra estratégica, que dificulta a cessação dos pagamentos, que agora estão sob jurisdição do sistema previdenciário.
Implicações da transferência para a reserva
A transferência para a reserva torna mais complexa a interrupção do benefício. De acordo com um ex-membro da cúpula da Polícia Militar, agora o controle dos pagamentos é responsabilidade do sistema previdenciário, não da corporação.
Procedimentos em caso de condenação
Apesar da condenação, a perda da aposentadoria de Geraldo Neto não é garantida. Para que isso ocorra, é necessário um longo processo administrativo, como a realização de um Conselho de Justificação, o que pode estender a situação por anos enquanto continua a receber baseado em seu tempo de contribuição.