Cinco dias antes de ser morta, PM Gisele afirmou estar ‘praticamente solteira’ e recebeu ameaça: ‘Nunca será’

  • Cinco dias antes de ser morta, PM Gisele afirmou estar ‘praticamente solteira’ e recebeu ameaça: ‘Nunca será’

    A policial militar Gisele Alves Santana, relatou ao seu esposo, o tenente-coronel Geraldo Neto, que se sentia “praticamente solteira” nos dias que antecederam o seu falecimento. A resposta do marido foi alarmante e ameaçadora: “Jamais! Nunca será!”. Essa troca de mensagens foi crucial nas investigações da Polícia Civil sobre o desfecho trágico do relacionamento.

    O tenente-coronel foi preso, acusado de assassinar a esposa com um disparo na cabeça após uma discussão em sua residência no Brás, em São Paulo. Ele foi encarcerado no presídio militar Romão Gomes e enfrenta acusações de feminicídio e fraude processual.

    Desejo de Separação Evidente

    Segundo apurações, Gisele expressou claramente sua decisão de se divorciar durante as conversas, onde se destacam frases como "Quero o divórcio" e "Se considere divorciado". Além disso, o Ministério Público de São Paulo salienta que o cenário que envolveu o crime foi marcado por abuso psicológico, controle financeiro, machismo e ciúmes excessivos.

    Geraldo demonstrava um comportamento autoritário e machista, insistindo que a esposa adotasse uma postura de “fêmea beta obediente e submissa”, enquanto ele se autointitulava “macho alfa”.

    Feminicídio e Encenação de Suicídio

    A acusação relata que o tenente-coronel executou Gisele devido a questões de gênero, descartando a teoria de suicídio inicial. Após o crime, ele ainda tentou alterar a cena do crime para fazer parecer que Gisele havia se suicidado. Dentre as ações listadas, inclui-se colocar a arma na mão da vítima e limpar quaisquer vestígios que pudessem incriminá-lo. A prisão do oficial foi efetuada para assegurar a ordem pública e o progresso das investigações, com o caso agendado para julgamento no Tribunal do Júri.

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