A morte da soldado Gisele Alves Santana segue sob investigação, com o tenente-coronel Geraldo Neto, seu esposo, como réu principal. Preso preventivamente, Geraldo defendeu-se durante um interrogatório, alegando inocência e enfatizando seu histórico profissional positivo na Polícia Militar. “Eu nunca fui bandido, doutor. Eu sempre salvei vidas, prendi criminosos”, expressou ele no depoimento.
Geraldo detalhou que sua primeira ação após o incidente foi abrir a porta para os investigadores, visando provar que não havia adulterado a cena do crime. Ele destacou que sua carreira foi guiada pelos princípios da corporação ao longo de mais de 35 anos.
Aspectos do Relacionamento com Gisele
Durante o interrogatório, o tenente-coronel falou sobre problemas financeiros enfrentados por Gisele, que segundo ele, complicaram a situação conjugal. Geraldo mencionou que ajudava financeiramente com valores mensais entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, além de outras despesas domésticas.
No dia anterior ao trágico evento, o casal teve uma conversa de cerca de duas horas onde discutiram seu relacionamento e a possibilidade de uma separação iminente.
Questionamentos sobre a Conduta de Geraldo Neto
Contrariando a defesa de Geraldo, o Ministério Público possui evidências, incluindo laudos periciais e mensagens, que sugerem que Gisele foi, de fato, vítima de feminicídio. De acordo com as investigações, existem indicações de que o tiro foi disparado pelo próprio Geraldo. Além disso, filmagens de câmeras corporais sugerem que ele poderia ter manipulado a cena do crime, reforçando as suspeitas de fraude processual por parte dele.