Duas educadoras de uma instituição infantil no Rio Grande do Sul foram colocadas sob custódia na última terça-feira, acusadas de administrar medicamentos sem permissão legal e agredirem crianças com idades entre 2 e 5 anos. As detenções ocorreram logo após o Ministério Público estadual finalizar investigações que confirmaram as atividades ilícitas das suspeitas.
O alerta inicial partiu de mães e alunos que notificaram as autoridades sobre as irregularidades, levando a abertura de um inquérito policial que revelou que as drogas eram utilizadas para manter as crianças adormecidas ou tranquilas ao longo do dia escolar.
As ações das professoras também incluíam castigos severos e desleixo com a higiene e nutrição dos menores, práticas descritas como degradantes e uma violação dos direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Detalhamento da Operação em Alvorada
Evidências coletadas pela promotora Karen Mallmann, incluindo depoimentos e imagens dos menores sedados, foram decisivas para o avanço do caso. Conversas entre as acusadas também sugeriram um aumento nas dosagens, indicando a continuidade das infrações.
As autoridades decidiram pela prisão preventiva das suspeitas após constatarem a tentativa de influenciar testemunhas e perturbar a ordem pública. O Ministério Público enfatizou que os registros coletados foram cruciais para confirmar a participação das docentes nos crimes.
Acusações formais
Atualmente, as educadoras estão formalmente acusadas de lesão corporal e tortura, além de outros crimes relacionados à violação de direitos infantis. A promotora reiterou a seriedade dos delitos como justificativa para a necessidade das prisões.
A denominada Operação Dose de Silêncio também teve suporte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Brigada Militar, efetuando as prisões em Canoas e Alvorada para assegurar a proteção dos demais estudantes.