Na última sexta-feira, a Polícia Militar do Distrito Federal forneceu ao Supremo Tribunal Federal um relatório pormenorizado sobre o cotidiano de Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da PM, conhecido como Papudinha, cobrindo o período de 15 a 27 de janeiro. O documento revela que Bolsonaro segue uma rotina de caminhadas, fisioterapia e consultas médicas e legais.
O relatório, requisitado pelo ministro Alexandre de Moraes para acompanhar a execução da pena de Bolsonaro, que é de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, menciona que o ex-presidente não se envolveu em atividades de leitura com o objetivo de reduzir sua pena durante o período observado.
Assistência médica constante
De acordo com o documento apresentado, Bolsonaro recebeu atendimento médico rigoroso, com visitas diárias de pelo menos quatro profissionais da área de saúde, combinando equipes da Secretaria de Saúde do DF e médicos particulares. Esses profissionais se concentraram em exames clínicos básicos para monitorar aspectos como oxigenação do sangue, frequência cardíaca e pressão arterial.
Bolsonaro também participou de sessões de fisioterapia em dias alternados com supervisão especializada. Esses cuidados estão alinhados às exigências do ministro Alexandre de Moraes, que, ao autorizar a transferência para a Papuda, estipulou a prestação contínua de assistência médica e a continuação de terapias físicas de acordo com um cronograma pré-estabelecido.
Leitura para redução de pena autorizada, mas não aplicada
Embora a justiça tenha permitido que Bolsonaro usasse a leitura e criação de resenhas como forma de encurtar seu tempo de prisão, o relatório indica que não foram realizadas atividades nesse sentido nas duas primeiras semanas no 19º Batalhão. Segundo as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tal prática pode diminuir quatro dias de condenação para cada livro lido, contanto que a resenha correspondente seja aprovada.