Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está ponderando aplicar sanções severas contra nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que não apoiaram o ataque ao Irã. De acordo com o The Wall Street Journal, a retaliação pode incluir ajustes na distribuição militar dos EUA pela Europa, elevando as tensões na aliança.
O impasse com o Irã, que persiste há 39 dias, intensificou-se com o bloqueio do Estreito de Ormuz, que permite o trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial. Confrontado com a crise, os EUA pediram ajuda aos aliados para desbloquear a rota, mas a falta de suporte agravou o atrito diplomático.
Redesenhando a estratégia militar dos EUA na Europa
Entre as ações consideradas, figura a transferência de forças armadas de países que demonstraram pouca cooperação para aqueles que endossaram a ofensiva, incluindo Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia. Essa mudança pode remodelar significativamente a presença militar americana no continente europeu.
Além de mudar a alocação de tropas, os EUA planejam fechar ao menos uma base militar na Europa. Espanha e Alemanha são apontados como possíveis locais para esses fechamentos, em virtude de suas posturas contrárias ao conflito. A Espanha, por exemplo, negou o uso de seu espaço aéreo e a Alemanha expressou críticas às intervenções militares.
A pressão sobre os aliados e a crise na Otan
O confronto também revelou divergências internas na Otan, principalmente após ações dos EUA e Israel no Irã. A resistência de outros países membros em oferecer suporte explícito resultou em uma forte resposta de Washington. Indiretamente, a Casa Branca lamentou que a aliança houvesse "virado as costas" aos interesses americanos, algo considerado preocupante visto o investimento dos EUA na defesa do grupo.
Em declarações enérgicas, o secretário de Defesa Pete Hegseth sugeriu que os aliados deveriam observar a capacidade militar dos EUA e aprender com isso. Trump, por sua vez, já mencionou anteriormente que percebe a Otan como "extremamente não confiável". Esse cenário sinaliza incertezas no futuro da cooperação militar internacional.