Defesa de ex-BBB Pedro Henrique contesta indiciamento e fala em ‘condenação antecipada’

  • No último sábado, a equipe legal de Pedro Henrique Espíndola, anteriormente participante do BBB, expressou descontentamento com o processo de indiciamento por importunação sexual, enfatizando falhas no inquérito policial conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Um comunicado foi enviado à coluna de Fábia Oliveira rejeitando as acusações e argumentando que o processo não seguiu os padrões legais adequados.

    Os advogados destacaram que em vez de se concentrar na correta averiguação dos fatos, o procedimento foi acelerado, preocupando-se mais com a visibilidade do caso do que com a integridade investigativa. Eles apontam a falta de depoimentos essenciais tanto da parte supostamente vítima quanto de Pedro Henrique, e uma inadequada preservação de provas durante o processo.

    Críticas à Conduta Policial

    No decorrer do inquérito, segundo a defesa, a Polícia Civil não manteve comunicação formal com os advogados de Espíndola, resultando em uma investigação que eles classificam como superficial. A diligência crítica, citam os defensores, limitou-se a um papel protocolar enviado à clínica de reabilitação onde Pedro Henrique estava internado, inquirindo somente sobre a duração de sua estadia. O inquérito foi abruptamente encerrado após essa única interação, aparentemente por conveniência.

    Questionamento sobre Pressão e Narrativa

    A defesa enfatiza que o procedimento foi montado para apaziguar uma demanda popular, negligenciando o devido processo legal em função de entregar uma resposta rápida. Eles acusam o inquérito de ser usado não como uma investigação inicial, mas como um meio de condenação precoce, dado que substituiu a necessária precisão legal por urgência em responder à opinião pública.

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