Na madrugada deste sábado (3), Caracas e outras regiões venezuelanas como Miranda, Aragua e La Guaira foram palco de intensas explosões durante uma ação militar. Segundo relatos, o cenário incluiu ruídos intensos, tremores e colunas de fumaça, além do sobrevoo de aeronaves por extenso período. Concomitantemente, ocorreu a queda do fornecimento elétrico, acirrando o ambiente de incerteza.
Logo após os eventos, foi confirmada a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. As autoridades americanas foram responsáveis pelo anúncio.
Posicionamento de Trump
Em entrevista via telefone à Fox News, o presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou que Maduro e sua esposa foram extraditados da Venezuela a bordo de helicópteros e agora estão a caminho de Nova York no navio USS Iwo Jima. Trump descreveu a operação como um sucesso e mencionou que antes do ataque, Maduro foi instado a se render.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, comentou que a detenção visa responder à acusações que Maduro enfrenta nos EUA. Rubio também enfatizou a ilegitimidade do mandato de Maduro e os supostos vínculos do governo venezuelano com o crime organizado internacional.
Resposta da Venezuela
A reação venezuelana veio por meio da vice-presidente Delcy Rodríguez, que afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e sua esposa, exigindo dos EUA uma prova de vida do casal. Simultaneamente, o chanceler venezuelano Yván Gil solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, acusando violação da soberania nacional e descrição dos eventos como um ataque direto ao governo venezuelano.