Será disponibilizada sem custos! A polilaminina será ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tão logo receba a aprovação da Anvisa, atualmente em fase de testes iniciais. A reveladora notícia foi compartilhada pela dra. Tatiana Sampaio, durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na última segunda-feira, dia 23.
A bióloga da UFRJ, responsável pela criação da proteína que tem revertido condições de paralisia, confirmou que, conforme acordo com o Dr. Pacheco, dirigente do Laboratório Cristália - o único produtor do medicamento -, a distribuição será feita através do Ministério da Saúde para hospitais públicos brasileiros.
Ela ressaltou o compromisso do Dr. Pacheco de garantir que a inovadora terapia seja acessível a todos os brasileiros, sem custos, após receber o aval regulatório.
Custo e patente da polilaminina
Contrariando a crença de que o custo de produção seria elevado, a Dra. Tatiana explicou que produzir a polilaminina tem um custo aproximado de 100 dólares, cerca de 517 reais. Ela também alertou sobre o risco de fraudes, reiterando que somente o laboratório Cristália tem autorização para fabricar a substância e desmentindo a existência de seus perfis nas redes sociais.
Adicionalmente, a doutora esclareceu que não foi um corte de verbas federais que afetou o financiamento da patente internacional da polilaminina, mas uma escolha da própria UFRJ por razões econômicas. Ela mesma investiu mil reais do seu bolso para assegurar a patente nacional.
Dra. Tatiana também debateu durante o programa a necessidade de revisão nos protocolos científicos. Após aplicar a polilaminina em cerca de 30 pacientes, notou avanços significativos, embora não tenha conseguido acompanhar todos os casos devido à distância geográfica.
Nova perspectiva para a ciência
Com relação à postura ética, a bióloga se posicionou contra o uso de placebo em estudos iniciais com seres humanos. Ela argumentou que já haviam sido realizados testes controlados com animais, e iniciativas com placebo poderiam trazer considerações éticas significantes.
O impacto da polilaminina na mídia e nas redes sociais foi pontuado pela dra. Tataina como um fator de pressão positiva para a mais rápida ação dos órgãos regulatórios. Contudo, ela também mencionou que a ampla divulgação gera uma esperança desproporcional em alguns pacientes.
Esperança nacional
O Brasil aguarda com expectativa os resultados dos testes de segurança e eficácia da polilaminina. Enquanto isso, a dra. Tatiana e sua equipe continuam seu trabalho, na torcida para que a descoberta se confirme como uma solução efetiva e possa logo beneficiar os que mais precisam.
Vida longa a esta inovação médica brasileira e aos que têm dado suporte a seu desenvolvimento e distribuição.