Esta foi a exigência do governo chinês após ataque dos Estados Unidos à Venezuela
O governo da China condenou fortemente a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, efetuada no último sábado. Em uma declaração oficial emitida no domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China solicitou a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, apontando os Estados Unidos como responsáveis pela segurança do casal. A China também exigiu a interrupção das tentativas de deposição do governo venezuelano por métodos militares.
Conforme a declaração do Ministério das Relações Exteriores: "A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação."
Resposta da ONU e posição do Brasil diante do conflito
Detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova Iorque, Maduro deve enfrentar julgamento sob acusações de narcoterrorismo. De acordo com informações do The New York Times, a operação que levou à sua captura causou a morte de pelo menos 40 pessoas. A situação espoletou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a crise gerada pela detenção. Simultaneamente, o governo brasileiro indicou oposição a intervenções estrangeiras, embora Lula tenha expressado abertura para diálogo e cooperação.
Consequências geopolíticas e possíveis escaladas globais
Especialistas internacionais consideram que a prisão de Maduro nos EUA pode provocar uma séria crise geopolítica, agravada pelo apoio direto de grandes potências como China e Rússia. Isso eleva as tensões para um patamar global, com possíveis sanções, represálias diplomáticas e conflitos indiretos, recordando a atmosfera da Guerra Fria, mas com componentes modernos, como questões energéticas e estratégicas.