A tragédia que envolveu o enforcamento de uma menina de 7 anos por sua madrasta em uma sexta-feira chocou e devastou sua família. Fabiana Marinho, mãe da criança, relembrou a última conversa com sua filha na véspera do incidente, onde a menina expressou o desejo de retornar para sua casa. Apesar dos apelos da filha, Fabiana não conseguiu buscá-la a tempo.
A investigação policial revelou que Iraci Bezerra dos Santos Cruz, a madrasta de 43 anos, admitiu ter cometido o homicídio por ciúmes, após a menina expressar o desejo de morar com uma vizinha. Os detetives tratam o caso como um ato de feminicídio, enquadrado sob a Lei Henry Borel, com agravantes como o uso de métodos cruéis e a indefesa condição da vítima.
Relatos de uma Mãe Abalada
Fabiana descreveu que sua filha se sentia desconfortável na casa onde morava com o pai e a madrasta, relatando medo e uma tensão constante. Ela planejava mudar a rotina familiar para que a filha voltasse a morar com ela permanentemente. ‘Amanhã, a mamãe vai te buscar’, disse a mãe, sem saber que encontraria a filha sem vida.
Segundo familiares, não era a primeira vez que a menina fazia comentários preocupantes sobre sua convivência com o pai e a madrasta, inclusive mencionando comportamentos agressivos. Contudo, o pai alegou à polícia que a relação entre sua filha e a madrasta era ‘dentro da normalidade’.
Detalhes sobre a Madrasta
Iraci já tinha um mandado de prisão em aberto no estado do Pará por outro homicídio, crime que ela nega. Após confessar o assassinato da enteada, foi detida e aguarda a audiência de custódia. Se condenada pelo feminicídio, poderia enfrentar até 40 anos de prisão.