Célia Maria Cassiano, cidadã brasileira, faleceu na Suíça após escolher a morte assistida, um procedimento permitido nesse país. Ela consumiu uma substância letal, sob prescrição médica, em um ambiente especialmente preparado, e seu falecimento ocorreu de forma rápida e indolor, conforme os protocolos suíços.
O processo foi meticulosamente documentado e inspecionado pela polícia local para confirmar que todo o procedimento foi consensual e sem coações. Posteriormente, o corpo de Célia foi examinado e cremado. A realização desse tipo de intervenção envolve normas estritas e elevados custos financeiros.
Uma luta contra a dependência
Diagnosticada em 2025 com um tipo de doença neurodegenerativa que afeta os movimentos mas mantém a consciência alerta, Célia, aos 67 anos, enfrentava uma perda crescente de sua independência, o que a impulsionou a tomar a decisão pela morte assistida. "Eu não queria ficar totalmente dependente, presa numa cama, ligada a aparelhos", expressou.
Com a progressão da doença, ela relatou o aumento das dificuldades para executar atividades básicas, impactando severamente sua dignidade. "Eu estou no limite da minha dignidade", destacou Célia.
Mensagem de despedida
Célia deixou uma mensagem enfática antes de falecer, apelando para a conscientização e ação política no Brasil a favor da legalização da morte assistida. "Lutem por esse direito no Brasil. Não é uma obrigação. É uma escolha", afirmou.