Caso Thawanna: soldado, de 21 anos, que matou mulher é ‘promovida’ e recebe aumento de salário

  • A policial Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve uma mudança de cargo após a sanção de uma nova lei, apresentada no Diário Oficial de São Paulo, modificando sua nomenclatura de 'aluna-soldado' para 'Soldado PM'. Tal mudança veio acompanhada de um incremento de R$ 480 em seus vencimentos, em decorrência da unificação das graduações dentro da Polícia Militar, eliminando as categorizações anteriores entre primeira e segunda classe, conforme estipulado pela Lei nº 18.442.

    A mudança na legislação, que se aplicou a todos os policiais da antiga segunda classe, foi destacada pela Secretaria de Segurança Pública como uma adequação à nova legislação, sem relação com o desempenho ou mérito individual. Yasmin está afastada das atividades nas ruas e seu caso, no qual foi responsável pela morte de Thawanna Salmázio, ainda está sob intensa investigação tanto pela Corregedoria da Polícia Militar quanto pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

    Impacto da Reestruturação nas Carreiras Policiais

    O reajuste salarial propiciado pela mudança legislativa impactou equitativamente todos os policiais que anteriormente estavam na segunda classe, focando-se em uma padronização remuneratória. A Secretaria de Segurança Pública enfatizou que o acréscimo salarial se relaciona exclusivamente com a nova estruturação de cargo e não com méritos individuais ou especificidades do caso de Thawanna.

    Continuação das Investigações

    Enquanto isso, Yasmin continua afastada de suas funções operacionais, estacionada no 28º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, aguardando os resultados das investigações que buscam esclarecer as circunstâncias e responsabilidades no trágico evento envolvendo Thawanna Salmázio.

    Tags
    polícialegislaçãoSão Paulosegurança públicaaumento salarial
    COMMENTA