O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, apresentou deterioração em sua função renal e segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. Um boletim médico liberado na manhã de sábado, 14 de março de 2026, expôs que a condição do ex-presidente se complicou após sua transferência de um estabelecimento prisional. A equipe médica está tratando de uma broncopneumonia bilateral aguda, utilizando antibióticos intravenosos e adotando medidas de suporte contínuo.
Segundo o comunicado do hospital, Bolsonaro mantém estabilidade geral, porém seus exames laboratoriais mostram piora na função renal e aumento dos marcadores inflamatórios. Está sendo submetido também a fisioterapia respiratória e motora e a protocolos de prevenção de trombose venosa, comuns em pacientes acamados de sua idade.
Tratamento de infecção e recuperação
A grave condição de saúde teve início após episódios de refluxo que levaram à aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões, afetando primariamente o lado esquerdo. O médico Leandro Echenique mencionou que a presença de bactérias estomacais no sistema respiratório causou a atual infecção. Bolsonaro foi hospitalizado após sentir mal-estar e dificuldades para respirar na prisão, o que demandou uma transferência urgente para o hospital, onde iniciou imediatamente a terapia com antibióticos, programada para no mínimo sete dias.
Pressão por prisão domiciliar
Com o agravamento de sua saúde, aliados políticos e familiares estão pedindo que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. A deputada Bia Kicis, após visitar o hospital e conversar com a equipe médica, relatou a gravidade da situação: “eles disseram que a situação do presidente quando chegou aqui era realmente grave. Poderia ter sido fatal.” O senador Flávio Bolsonaro também expressou preocupação, criticando a manutenção da prisão fechada apesar da condição clínica de seu pai, argumentando pelos riscos que o ambiente prisional possui para a integridade física do ex-presidente.