Polícia conclui inquérito sobre morte do cão Orelha; tecnologia desmente versão do adolescente

  • Polícia conclui inquérito sobre morte do cão Orelha; tecnologia desmente versão do adolescente

    A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou o inquérito da morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, utilizando tecnologia para revelar inconsistências nas declarações de um adolescente envolvido. O episódio, que comoveu os moradores de Florianópolis, foi elucidado com o auxílio de rastreamento digital e identificação de vestes usadas pelo jovem na noite do crime.

    O incidente se deu na madrugada de 4 de janeiro. Contrariando a versão do adolescente, que se defendia dizendo ter ficado na área de lazer do seu condomínio, as filmagens de segurança demonstraram o contrário. Ele foi visto deixando o local às 5h25 e só retornou às 5h58, com uma companheira, justamente na janela de tempo em que Orelha foi atacado.

    Após o fato, o jovem viajou para os Estados Unidos, mas foi detido pelas autoridades assim que retornou ao Brasil no final de janeiro.

    Como a tecnologia expôs a verdade?

    A investigação se complicou quando foi descoberto que um parente tentou esconder o moletom e o boné rosa usados no crime. A história de que esses itens foram comprados durante uma viagem à Disney não se sustentou após o adolescente admitir que já possuía as roupas anteriormente. Além disso, o uso de softwares de inteligência de origem francesa e israelense foi decisivo, permitindo recuperar mensagens apagadas do dispositivo do suspeito e confirmar sua localização no momento do crime.

    Consequências legais

    Com a conclusão do inquérito, o adolescente enfrentará acusações por atos equivalentes ao crime de maus-tratos contra animais. Dada a gravidade do incidente, a Polícia Civil pediu sua internação, uma medida semelhante à prisão preventiva para adultos. Os dados extraídos dos dispositivos eletrônicos continuarão sendo examinados para reforçar as evidências já coletadas e verificar novos detalhes.

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